domingo, 25 de agosto de 2013

Knives Out

Teoria da Relatividade. Tu tens uma missão. Maldita distração. Cinco macacos. Ciclo inquestionável. Volte e se concentre. Hume. Prisão. Impotência. Condução de pensamentos. O que é liberdade? Algemada. Regulação social. Instinto. Efeito Doppler. Intrinsecamente. Empirismo sensorial. Fascista. Rebele o meu eu. Deixe estar. Inaceitável. Conhece-te. Supera-te. Tudo não passa de tendências. Eu nunca consegui. Perca-se em meio aos ruídos. Assombrar. Vantagem de ser em si. Tu és teu. Conduz o que te excita. Buraco negro. Sucumbir. Lata de lixo. Místico. Desigual. Promessa de apropriação. Devolva com frieza. Entregue-se. Voltaire. Defesa. Esforça-te em me querer. Suicídio Anômico. Foge de ti.

domingo, 18 de agosto de 2013

Nada mais do que respeito

Analisando-se o decorrer de gerações, é notável a semelhança entre as suas respectivas sociedades. Semelhanças estas que se baseiam em princípios, valores e padrões preestabelecidos, os quais disseminam-se como tumores malignos nas diversas condutas sociais. Cenas frequentes de violência e desrespeito contra as que desde os primórdios foram tachadas como o "sexo frágil", introduziram-me um ar revoltoso mediante à realidade da mulher na sociedade. Como já é de conhecimento unânime, a busca pelo espaço feminino no "habitat de machos alfa" tem sido uma missão desgastante, visto que em um meio social de Estatuto do Nascituro, desigualdade de salários, criminalização do aborto e eufêmicos assobios desrespeitosos, a realidade não seria diferente. O mundo promoveu a completa distinção entre os sexos. Aquela que subjuga e violenta a mulher em seu dia a dia. Vivemos a mácula do machismo e da heteronormatividade herdada pela ignorância do passado, fazendo com que absurdos ainda sejam evidenciados. O caráter machista, em sua vertente de se sentir dominante e ter direito sobre os outros, está diretamente ligado a patologias sociais, como o estupro, a violência doméstica, as "cantadas", entre outras diferentes formas de abuso. Será tal distinção entre os sexos uma forma sadia de viver em sociedade? A padronização da submissão é ideal para uma vida no século XXI? Acredito que não. Acredito que não haja mais lugar para esses grotescos comportamentos. Sendo assim, cabe a nós a revolução de credos que irá compor uma realidade igualitária. É inadmissível que o desrespeito para com as diferenças seja tratado como uma normalidade, até porque esta análise é símbolo da regressão de mentalidade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Olha só aonde chegamos! Voltando-me para trás, a impressão que eu tenho é a de uma trajetória de resistência. Foi necessário insistir para hoje termos algo para relembrar. Reagimos para suportar um relevante e intenso período de tempo. É inegável que nos proporcionamos uma bárbara e nova visão da vida, principalmente por meio dos detalhes que nos fizeram crescer. Experiências únicas me incentivaram à sensibilidade racional e ao amadurecimento. Ficou claro que o acaso nunca se encaixou em nosso contexto, até porque sempre tivemos noção do que a liberdade verdadeiramente é. A capacidade de aceitar desafios, sem ter ideia de sua abrangência, nos reduz à vulnerabilidade, a nossa principal vilã. Ao chegar nesse ponto, tudo parece ter se resumido a cláusulas previamente acordadas e que te levarão às lamentações. E, apesar disso, você se arrisca e se une com quem pretende redesenhar uma história contigo. E redesenhou. E registrou na eternidade. E te concedeu percepções extrassensoriais. Eu amei. Eu amo.


sábado, 21 de abril de 2012

Se agora eu parar e olhar para trás, verei o quão engraçado foi o início do primeiro capítulo desta história. Talvez a graça tenha se dado pela espontaneidade das situações que nós nos propusemos, também de maneira natural. Essa naturalidade trouxe, de cara, algumas adversidades que foram transpostas e se transformaram em crescimento pessoal. Hoje eu posso dizer que não havia momento mais oportuno para a sua chegada, onde desde então eu só tenho a te agradecer. Com o tempo, a ordem regular das coisas acarretou em outras contrariedades que foram capazes de nos fazer temer. A sua persistência e paciência carregaram esta história nas costas. Provavelmente eu tenha contribuído passivamente. A sua insistência e choro carregaram esta história nas costas. Provavelmente eu tenha contribuído com egoísmo. Sabe, apesar de tudo, eu só queria que você verdadeiramente acreditasse no que eu digo que sinto. Eu não quero te fazer pensar que eu me habituei a passar tempos desagradáveis, muito menos que simplesmente não suporte mais viver como vivo há alguns meses. É importante para mim aprender contigo. É relevante para mim constatar que a sua presença só tem me feito bem. Eu não quero que minhas falhas sejam suficientes para anular qualquer uma de nossas projeções futuras. Tenta entender que há sinceridade. Tenta entender que eu estou por você.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Desviar para ficar livre" seria o sucinto objetivo de uma fuga. Mas e quanto a prática? Até onde é medida a linha tênue entre ser liberto e sucumbir? Que tipo de escape a fuga garante? Será que o fato de desaparecer faz com que deixemos de carregar o círculo de pensamentos maçantes? Conseguir se retirar te permite se livrar do que te ameaça, te cansa e/ou te causa dor? O tempo é realmente um bom cicatrizador? Marcas e traumas podem ser consequências de uma boa cicatrização? Sabe, eu mesma venho procurando todas essas respostas. Minha conclusão até então? Bem, ou a utopia objetivada em ser um fugitivo serve como um mero suspiro de esperança para o sofredor, ou ninguém nunca soube sumir de si mesmo.

sábado, 12 de novembro de 2011

Ilusões de um longo percurso incentivaram a minha credibilidade no desfecho de qualquer tipo de dor. Interpretações errôneas me propuseram uma nova crença, onde eu era galardoada e exaltada por simplesmente ter aprendido com as minhas falhas. Até então, tudo me favorecia. Eu rompia com barreiras impostas pelo passado. Eu estava ao alcance de tudo que os meus sentidos me incentivaram a entender como merecimento. Foi então que, de um contexto ao outro, eu vi tudo estagnado. Não sou capaz de detalhar objetivamente o que eu senti ao ver o paralisado virar poeira. Rapidamente, o mundo sensível retornou com as suas inúmeras revelações, fazendo desmoronar, sobre mim, uma nova lição proveniente do ilusório. Foi isso, o tempo enganou quem achou que já tinha o domínio sobre o sentir. Essa recente decepção, egoísta e recente decepção, provavelmente trará consigo algumas marcas. Agora só me resta recebê-las como parte das lembranças. Bem, chegou o momento de me curar de mais uma frustração. Pretendo me desintoxicar de todo o sentimento que você cravou. Farei isso do meu jeito. Sabe, aquele jeito que te conquistou.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

É chegado o momento em que as marcas começam a incomodar. É inevitável ter que lidar com as consequências de algo que um dia foi preferível que se acumulasse. O dia de assumir a responsabilidade por algo que foi adiado sempre vem, te fazendo repensar em todo o caminho que a sua vida vem trilhando no momento. O ato de postergar acaba fazendo com que certas falhas se enraízem na sua personalidade, te obrigando a conviver com bloqueios, medos e orgulho. Impressionantemente a maioria das ações se tornam relevantes quando tudo está prestes a explodir. Explosão que se materializa escorrendo pelos olhos, que é expelida através de palavras jamais ditas. Agora tudo se sintetiza em fragilidade que um dia se disfarçou de indiferença.