Se agora eu parar e olhar para trás, verei o quão engraçado foi o início do primeiro capítulo desta história. Talvez a graça tenha se dado pela espontaneidade das situações que nós nos propusemos, também de maneira natural. Essa naturalidade trouxe, de cara, algumas adversidades que foram transpostas e se transformaram em crescimento pessoal. Hoje eu posso dizer que não havia momento mais oportuno para a sua chegada, onde desde então eu só tenho a te agradecer. Com o tempo, a ordem regular das coisas acarretou em outras contrariedades que foram capazes de nos fazer temer. A sua persistência e paciência carregaram esta história nas costas. Provavelmente eu tenha contribuído passivamente. A sua insistência e choro carregaram esta história nas costas. Provavelmente eu tenha contribuído com egoísmo. Sabe, apesar de tudo, eu só queria que você verdadeiramente acreditasse no que eu digo que sinto. Eu não quero te fazer pensar que eu me habituei a passar tempos desagradáveis, muito menos que simplesmente não suporte mais viver como vivo há alguns meses. É importante para mim aprender contigo. É relevante para mim constatar que a sua presença só tem me feito bem. Eu não quero que minhas falhas sejam suficientes para anular qualquer uma de nossas projeções futuras. Tenta entender que há sinceridade. Tenta entender que eu estou por você.
sábado, 21 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
"Desviar para ficar livre" seria o sucinto objetivo de uma fuga. Mas e quanto a prática? Até onde é medida a linha tênue entre ser liberto e sucumbir? Que tipo de escape a fuga garante? Será que o fato de desaparecer faz com que deixemos de carregar o círculo de pensamentos maçantes? Conseguir se retirar te permite se livrar do que te ameaça, te cansa e/ou te causa dor? O tempo é realmente um bom cicatrizador? Marcas e traumas podem ser consequências de uma boa cicatrização? Sabe, eu mesma venho procurando todas essas respostas. Minha conclusão até então? Bem, ou a utopia objetivada em ser um fugitivo serve como um mero suspiro de esperança para o sofredor, ou ninguém nunca soube sumir de si mesmo.
sábado, 12 de novembro de 2011
Ilusões de um longo percurso incentivaram a minha credibilidade no desfecho de qualquer tipo de dor. Interpretações errôneas me propuseram uma nova crença, onde eu era galardoada e exaltada por simplesmente ter aprendido com as minhas falhas. Até então, tudo me favorecia. Eu rompia com barreiras impostas pelo passado. Eu estava ao alcance de tudo que os meus sentidos me incentivaram a entender como merecimento. Foi então que, de um contexto ao outro, eu vi tudo estagnado. Não sou capaz de detalhar objetivamente o que eu senti ao ver o paralisado virar poeira. Rapidamente, o mundo sensível retornou com as suas inúmeras revelações, fazendo desmoronar, sobre mim, uma nova lição proveniente do ilusório. Foi isso, o tempo enganou quem achou que já tinha o domínio sobre o sentir. Essa recente decepção, egoísta e recente decepção, provavelmente trará consigo algumas marcas. Agora só me resta recebê-las como parte das lembranças. Bem, chegou o momento de me curar de mais uma frustração. Pretendo me desintoxicar de todo o sentimento que você cravou. Farei isso do meu jeito. Sabe, aquele jeito que te conquistou.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
É chegado o momento em que as marcas começam a incomodar. É inevitável ter que lidar com as consequências de algo que um dia foi preferível que se acumulasse. O dia de assumir a responsabilidade por algo que foi adiado sempre vem, te fazendo repensar em todo o caminho que a sua vida vem trilhando no momento. O ato de postergar acaba fazendo com que certas falhas se enraízem na sua personalidade, te obrigando a conviver com bloqueios, medos e orgulho. Impressionantemente a maioria das ações se tornam relevantes quando tudo está prestes a explodir. Explosão que se materializa escorrendo pelos olhos, que é expelida através de palavras jamais ditas. Agora tudo se sintetiza em fragilidade que um dia se disfarçou de indiferença.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Só de lembrar que fui eu quem escolhi fazer com que as coisas decorressem friamente assim, o pior do arrependimentos me sobrevém. Eu sei que a minha parcela de erro é total. Eu sei que manipulei e deteriorei tudo. Não sou eu quem vou julgar o tanto que eu ainda irei ter que padecer, mas estou certa de que ter me portado com indiferença me satura de lamentações até hoje. Vejo que admitir o caminho errôneo é bem mais simples do que retornar e reerguer algo que aparentemente foi soterrado. Não me sinto preparada para me submeter ao risco de dar um novo final para tudo que se passou, até mesmo porque o novo depende de mim e do meu insuperável orgulho. Talvez os dias parem de conspirar contra e, naturalmente, a solução radical cabível venha se concretizar. Quanto a sua pergunta que eu me neguei a responder: Sim, eu realmente sinto que você é o único que pode me salvar. Por incrível que pareça, você conseguiu mesmo fazer com que eu precisasse conhecer um eu frágil que eu nunca havia encarado. Você persuadiu. Meus parabéns, Sr. Estratégia.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O ponto extremo, a que o ápice dos sentimentos nos leva, pode-nos fazer debilitar. E quanto àquelas fantasiações que nós terminamos tendo a necessidade de colocar em nosso meio para que seja arranjados motivos para padecer quando tudo parece fluir positivamente? É isso, muitas vezes pedimos para sofrer. Sei que não é simples encontrar o "justo-meio" quando lidamos com a realidade, principalmente quando essa realidade nos envolve. E esse ciúme? E essa mania de posse? Bem, pretendo continuar a me iludir, fingindo que esse meu autocontrole é suficiente para me manter indiferente em meio a tanta disputa psicológica.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Meus pêsames
Não é frieza, tampouco indiferença. Se optei por me manter calada e por assistir ao espetáculo que você insistiu em participar, foi porque você me deu motivos. Não que eu não ligue para o que você esteja fazendo, ou que eu tenha deixado de me importar com aquilo que você está se tornando, é que simplesmente percebi que você ainda precisa provar das consequências de seus atos. Esgotaram-se as oportunidades em que nós podíamos nos deixar levar pela futilidade sem nos machucar. O tempo traz consigo desafios que irão exigir um pouco mais de sua vivência e dos valores supostamente assimilados com ela. O que mais me dói é não poder te resgatar de toda essa assolação. Enquanto tudo ainda está no seu auge, você continua contundindo quem realmente colocou sentimentos nisso. O triste é quando tudo desmoronar, quando você acordar tardiamente, quando você irá sentir o sofrimento de cada um que um dia se importou. Sabe, eu verdadeiramente espero que você não se deixe abater por esse tipo de situação e seja forte o suficiente para não desabar junto. É, algo que eu nunca fui. Ou melhor, desejo que isso nem chegue ao fim, porque desta maneira eu vou poder te olhar e dizer: é, eu errei em querer te resguardar... de novo.
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